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Caro Rafa,
Estou participando do ESF, hoje é sábado quase 11 da noite e amanhã ainda temos jornada inteira. Estou eletrizado, meu corpo energizado! Tenho aprendido muito, tecnicamente, e essa talvez seja a menor das partes, claro que tem sido importante mas aonde existe muito mais é aonde eu nem imaginaría que existisse algo a ser explorado. Durante esses dois dias eu toquei partes da minha própria pessoa, todo processo serviu como um catalizador para muito do que eu tenho me preparado e, com certeza, o mais importante aprendizado de todos é a humildade e, humildemente, te digo: é muito difícil para alguém que se achava alguma coisa perceber que  é nada. A lição que o Nosso Astronauta me ensinou foi Divina! Olhar-se para si na imensidão do Universo e perceber-se Nada me fez perceber-me como um nada na frente dele. Confesso: tinha preconceitos em relação à ele e, como que mágica, ele respondeu exatamente às minhas questões: A resposta dele – “sim, sou um mecânico de aeronave e quero morrer de macacão” me deu a dimensão da pessoa e da sua Autenticidade. Autenticidade. Palavras suas na sua apresentação de hoje (menino vc é muito novinho pra fazer tal “estrago emocional” numa pessoa, mas estrago no modo positivo!), Autenticidade é uma palavra que enseja, antes de mais nada, um Choque Geracional, talvez ainda mais no Brasil do que nos EUA. Eu tenho 52 anos e para mim – e talvez toda a minha geração – espero que tenhamos sido a última geração que tinha que seguir um script desenhado por outros. Para a minha geração a palavra Autenticidade, “seguir os seus sonhos”, nada disso existía! Imagina! Nós não tínhamos desbravadores como vocês, e se houvessem não sabíamos da existência deles. Pouco sabíamos sobre os negócios, as conquistas, os sucessos de outros, talvez por jornal ou talvez na revista mensal, jamais imediatamente como agora! Tenho 52 anos, explicar para os meus contemporâneos no que eu estou me metendo soa Grego para eles. Ou Polinésio! Para nós “ser feliz fazendo o que se quer, sendo quem se é na vida” é uma Utopia reservada apenas à poucos felizardos, os que ganharam na Loteria da Vida, independentemente do tamanho da aposta. Agora não. Com o conhecimento técnico aprendido e tantas estórias contadas vê-se ser possível ser o que se quer Ser e viver disso! Conseguir uma vida digna quer seja sendo uma chef ou um coach, uma fotógrafa ou um pecuarista (sou agrônomo, guarde a informação!)

Tocar as pessoas. Em todos os sentidos. Compartilhar abertamente, sentir. Eu quase não acredito no que estou vivenciando. Ouvir as estórias do Shurmann, do Olivetto, nossa!, me enche de orgulho! Perceber que existe um negócio, sim, mas que esse negócio é calcado no Compartilhamento me enche de orgulho! Ajudar, compartilhar, retribuir, dar de volta, me perguntar “Como posso ser útil?”. Quebramos Paradigmas. Por séculos vivemos numa Economia de Exploração e partimos para a Economia do Compartilhamento. Cornucópia, quanto mais tiro mais tenho. O Universo é Pródigo, só precisamos aprende a Escolher. Focar. Confesso que tenho até um medo de acreditar que posso pedir tanto, posso?? Isso é maravilhoso.

Raivas, mágoas e frustrações

E você… quando eu te ví, de novo, confesso (confessar faz parte do purgatório), pensei: “afinal o que faz esse besouro no palco?” (Lembre-se, sou agrônomo!) e você mesmo me respondeu, deu risada do seu terno brilhante e me disse “cada um tem que ser o que É!!”, e eu pensei: “de novo, tomando outra bordoada”. E depois de ouvir a sua trajetória eu pensei: “quem sou eu para pensar qualquer coisa??” E tive uma profunda sensação de astronauta, um grão de areia nesse vasto Universo.


Muito Obrigado. De antemão agradeço pelo que virá. Agradeço ao Bruno, me identifico com vocês, acredito no que voces acreditam, acredito que estamos (espero estar junto!) à frente de uma grande Revolução, e por mais incrível que pareça, o Brasil se posiciona à frente! Olivetti disse, somos os top 3 em produção de vídeos criativos (potencialmente virais, e talvez nem tão politicamente corretíssimo assim como hoje exige o mundo, e o Olivetto deu a pista “politicamente sensível”, o que nos dá um diferencial enorme frente às culturas anglo-saxônicas, as duas outras no páreo). Temos um potencial enorme de construir uma juventude capacitará à partir do Nada, vide sua estória, a do Cap. Marcos Pontes, a da minha amiga Silvana Rosa. 

E temos uma coisa que é um diferencial ENORME em relação à qualquer outra cultura ocidental (e acredite, a minha trajetória de vida me dá certa Autoridade para afirmar isso): Empatia. Amor. Sensibilidade. Chorei muito com o filme do Michael Schurmann, Esses somo Nós, sempre de barcos abertos para quem precisar.

Fui tomar um banho, cabeça cheia de pensamentos. Segunda-feira aterrisso na Terra, espero estar com os meus escudos em ordem. Volto para o mundo Brick-&-mortar, âncora que tenho que resolver para zarpar de novo. Uma transição meu caro que, garanto, pouca gente tem disposição – ou necessidade – de fazer aos 52 anos de idade. Brilhante! Oportunidade de Ouro, uma possibilidade de um novo caminho, pois nos últimos anos vim me escondendo nas sombras, e dela quero sair.

Meu caro, eu adoraría poder fazer parte do encontro que você propôs por último hoje mas, infelizmente, no momento eu não só não posso (comprometería uma transição nos meus negócios) como acho que pouco aproveitaríamos tudo que vocês têm para dar. Sería muita areia para o meu caminhãozinho, no operacional sou um rookie, um novato. Podería até flertar com a idéia de pedir uma flexibilização maior no pagamento – ou pior – podería aceitar uma oferta sua, mas não sería correto. Acho que talvez até fosse justo – dado o valor representativo do investimento – propor a algum mecenas que fosse sponsor de uma bolsa para alguma pessoa com menos posses, mas com esse espírito que temos, para que possa propagar esse conhecimento nas suas comunidades. Pobreza se combate com Riqueza e todo mundo tem que entender que há riqueza para todos. E faço até um compromisso aqui: caso eu consiga vender as peças que eu tenho em estoque da empresa que tento liquidar me comprometo dar uma bolsa de € 5.000,00 (cinco mil Euros – e este valor tem uma razão de ser) para custear uma vaga no projeto para um necessitado. Tenho um dinheiro parado que tem que encontrar sua destinação.

E, para mim, First Steps First. Gostaria de resolver a minha questão de fluxo de caixa, montar minha estrutura de recorrência com algo relevante para meu nicho (ainda busco até o que oferecer… tanta coisa… e nada) e para isso espero um dia fazer o NOS ou mesmo conseguir vencer através da sua Rede. Mas para isso tería que fazer com a minha sócia e sería um desembolso que tería que convencê-la fazer. Acredito que o elástico dela sobe comigo.

Enfim Rafa, na ficha de inscrição para o Seminário, nos materiais do Bruno, havia um campo para preencher que dizia sobre Ambições ou Visão. Visão. Achei enfim que podia pedir mais ao Universo do que eu jamais sonhara. Olhei aquelas ideias como montanhas gigantes, maiores do que eu jamais podería alcançar. Mas como me ensinou uma nova amiga, gritei alto, ainda que no meu silêncio interior, o que eu quero fazer, e humildemente a lista lógica, cada passo tem uma razão de ser:

Conhecer o Saverin com o Rafa Prado e a Silvana Rosa, para perguntar sobre a contribuição da cultura Brasileira no escopo do projeto do Facebook ou de novas redes sociais, complementares, baseada em outros Valores; navegar um dia com os Shurmann com o Cláudio meu amigo (ou só vai o Cláudio; minidocumentário “Os Sonhos Não Morrem Nunca”); almoçar na casa da D. Luíza (que entende tudo de rede social); escrever um livro sobre “Economia Digital e do Compartilhamento no Brasil” junto com minha amiga Silvana Rosa; trazer o Washington Olivetto para um projeto de capacitação em mídias sociais para jovens necessitados e com o inconformismo nos olhos (como você, a Michele minha sócia e tanta gente que começou com nada; Efrain Diaz pode cuidar disso), junto com o Justus e financiado por uma pessoa como o Lehmann no suporte à Educação do Compartilhamento; ser conduzido pelo Cap. Pontes em um tour desde a sua casa até os motores da Soyuz na Rússia (documentário realizado por alunos do projeto); criar uma rede social de compartilhamento de talentos, hospedada no Brasil, e de onde os brasileiros treinados nas habilidades por brasileiros do naipe da rede de profissionais do Washington Olivetto e tantos outros possam oferecer seus talentos e habilidades (um LinkedIn da Economia do Compartilhamento).

Se essa é a Visão é até aqui que eu posso ver.

Abraços.

Mario Nobre

PS.: um dia eu tenho uma pergunta muito pessoal para lhe fazer, para refletir. E agora são 2h30 da manhã vou dormir para estar 100% amanhã.

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