Capitulo Educação (Ensino Básico e Fundamental)

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Bem, já que hoje é Dia dos Professores e os candidatos à Presidência da República e seus seguidores estão mais preocupados em fazer “guerra de mamona” do que escrever propostas concretas, eu me dispus colocar em palavras aquilo que eu gostaría de ouvir dos candidatos.
Acabei me prolongando. São 11 capítulos, todos ainda bastante incompletos, mas que pelo menos, na minha humilde opinião, podería construir um país melhor em uma geração apenas. Segue o primeiro deles, só o esqueleto (comecei a escrever ontem….) mas nao quería deixar passar o dia de hoje para falar sobre Educação, área que eu considero fundamental para o futuro do país.
  • Turno único integral em todas as escolas públicas. Ensino Básico e Fundamental No primeiro dia de aula do calendário todas as escolas já estarão capacitadas para receber seus alunos em tempo integral, das 8 às 18hs, lhes proporcionar boa comida, equipamento (uniformes, mochilas, cadernos e livros, tal como é, ou deveria ser, hoje), um recinto apropriado, adequado, limpo, equipado, protegido das intemperies, prezando o conteúdo, e dedicação de um corpo técnico e docente adequadamente e respeituosamente remunerado. O Objetivo é o de prover crianças com uma boa alimentação fisica e emocional, com cérebros bem nutridos, com professores seguros, tranquilos e amorosos em um ambiente acolhedor desde a mais tenra idade. Nos mais jovens focar para que já tenham uma “jardineira” adequada, e para os hoje adolescentes, mais velhos lhes mostrar, durante esse processo de transição, que existem alternativas para sua capacitação profissional e inclusão no mercado de trabalho. Capacitação através de Habilidades.
               Recursos virão de: 
    1. Uma troca: OU se cobrará até 15% de IR sobre dividendos pagos pelas empresas listadas na Bolsa B3 (muitas delas concessoes públicas (CEMIG, Eletrobras, Força, Luz e Água de SP que, estranhamente, preferem compartilhar dividendos à investir em infraestrutura)hoje livres de IR OU esses investidores (haverá um corte por CPF/CNPJ acima do qual dividendos serão taxados) que hoje vivem de gordos dividendos pagos pelas empresas listadas na Bolsa adotarão escolas sob a sua tutela intelectual e financeira, e o tamanho de uma isenção de IR sobre dividendos será calculado de acordo com a performance da(s) escola(s) por eles adotadas, podendo estes ficar até 100% isentos de pagamento de IR sobre dividendos caso “suas escolas” atinjam níveis ótimos de performance determinados. Escolas serão adotadas por sorteio a nível nacional, e o desempenho destas em indicadores e concursos nacionais e internacionais (mais adiante) é que determinarão o tamanho das suas isenções de impostos; uma escola poderá eventualmente ser patrocinada por mais de uma entidade ou pessoa física; recursos podem se expandir em projeto similar à Lei Rouanet para empresas estabelecidas (por exemplo podem abater até 3% do seu IR devido se aplicam em escolas), porém para escolas, com a determinação de critérios bastante detalhados que criará um ranking de escolas, as com maiores dificuldades “pagarão” maior retorno ao investidor, através de maiores descontos em isenções.
 
“As empresas de capital aberto da B3 (antiga BM&FBovespa) distribuíram um total de R$ 79,63 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas em 2017, de acordo com um levantamento feito pela empresa Economatica.”
2. Indústrias beneficiadas por quaisquer tipo de redução de alíquotas de impostos (IPI, taxas estaduais e municipais, etc), terão que pagar essa redução com produtos que se reverterão em investimentos feitos em escolas e universidades. Automoveis, maquinas e equipamentos, computadores, uma “Lei Rouanet” do bem aonde empresas pagarão com produtos as isenções à estas conferidas.
               Operacionalizado através do MEC, Min da Economia, Receita Federal e coordenado pela Casa Civil.
               (Eu sou particularmente contra a aplicação de IR sobre dividendos – explicarei no Capítulo Economia mas poderá ser uma ferramenta necessaria caso seja aplicada com justiça, nem todo recebedor de dividendos age da mesma forma, separemos falcões de pombos)
  • Toda escola pública será bilingue, obrigatoriamente em inglês (e serão criadas metas bastante ambiciosas em tempo, qualidade e abrangência territorial). Poderão, sempre que possível, ser trilingües, (decerto contará no cálculo da isenção de IR sobre pagamento de dividendos para os patronos das escolass), principalmente em areas de fronteira, para que os jovens se beneficiem de novos mercados e que se integrem mais com nosso pais vizinhos de forma construtiva para todos. Novas oportunidades serão criadas através de FETECs de Fronteiras, que tratarão de temas em comum para estas comunidades e que criarão oportunidades de trabalho técnico (aka bem remunerados) em areas de fronteiras de expansão (avaliar e replicar o sucesso no instituto de pesquisas em Belém do Pará). O novo modelo do país necessita de boa comunicação internacional, somos excelentes em acolhida, seremos exemplo de Nação integrada com o Mundo.
              Recursos virão majoritariamente de programas de desenvolvimento de países estrangeiros, como Japão, Alemanha, Estados Unidos, França, China, Russia, Canadá, Espanha (que, por exemplo, poderá contratar professores argentinos e ajudar os profissionais do país vizinho) e muitos outros, e também através de programas de intercâmbio e missões de educadores, (o que também lhes beneficiarão ao enviar professores ao Brasil, diminuindo a taxa de desemprego nos seus paises à custos módicos, comparativamente ao custo total do mesmo profissional desempregado no seu país de origem)
  • Toda a Alimentação das crianças será repensada, haverá um orçamento centralizado focado apenas nos programas de alimentação e merenda escolar, e caberá à CONAB coordenar que a maior parte possivel dos alimentos oferecidos às escolas sejam de produção local, incentivando o produtor e a indústria local, oferecendo produtos frescos e de qualidade com pouca carbon footprint (pelo curto transporte). Caberá às Universidades Publicas Federais, através dos seus laboratórios, zelar pela segurança alimentar nas escolas e desenvolver produtos mais nutritivos, assim como o consumo desses produtos nas escolas, para criar novos hábitos alimentares saudáveis desde a infância. Incentivo à produção local orgânica (SENAR, SEBRAE, etc) e à produção responsável com uso de agroquímicos (MAPA). Incentivo às indústrias de processamento de alimentos locais, sempre que possível (e que o preço dos produtos destas seja
               Recursos virão de uma reorganização do sistema de distribuição de alimentos no Brasil, com auxílio das empresas de produção de alimentos locais, e por via de concorrência local em leilão inverso. Empresas de tecnologia podem aplicar para desenvolver modelos à prova de corrupção no sistema de gestão. ONU/UNDP/UNICEF podem aportar recursos.)
  • Todo o modelo de ensino será repensado. Estamos de frente para o seculo XXI e olhando o mundo com olhos do seculo XIX. O mundo mudou, não há tempo para pequenas evoluções, teremos que buscar um novo caminho, pularemos uma fase, será nossa grande contribuição ao futuro do país e da Humanidade. Trataremos de Talentos e Aptidões, não mais de programas genéricos e pasteurizados para todas as escolas, apenas. Com mais tempo nas escolas (das 8 às 18hs) as criancas e jovens terão acesso continuo à diversos materiais que lhes ajude no pronto descobrimento de aptidões, quiçá talentos. Criaremos condições para as crianças se desenvolverem desde a mais tenra infância, essas crianças que estão aqui ainda são da nossa responsabilidade como Sociedade. E suas famílias serão beneficiadas direta e indiretamente dos resultados alcançados por seus filhos, dentro das suas faixas etárias e suas capacidades (Mais no Capitulo Estrutura Social). Além das matérias básicas, comuns à todos – porém bem aplicadas, com recursos modernos de pedagogia e psicologia (gaming, ux, etc), estudantes poderão desenvolver suas habilidades específicas, quer sejam estas cinestésicas, sensoriais, intuitivas, empáticas, os encaminhando para suas áreas específicas de desenvolvimento. Ensino à distância (EAD) será muito estimulado mas como suporte e reforço aos conhecimentos adquiridos no ambiente da Escola, além do acesso à todo o conteúdo da Internet. Novos conhecimentos ligados à Economia 4.0 (tais como algoritmo e codificação, artes gráficas e visuais, industria do entertainment (games, jogos, videmaking, gestao de redes sociais, desenvolvimento de aplicativos, etc)) serão estimulados e farão parte da grade de ensino das escolas. Técnicas como design thinking, gestão de projetos, planos de negócios serão estimulados para que esses jovens se integrem ao ambiente de desenvolvimento da economia plenamente capacitados.  Aulas de finanças pessoais desde cedo (a aposentadoria dessa nova geração está nas suas mãos). Programas de ensino de sucesso (tais como o do professor Alexandre Zeitune no DF) serão todos mapeados e replicados. Programas de relevância regional (exemplo Instituto Federal de Pau dos Ferros) serão adaptados às realidades locais e replicados sempre que possível. Serão criados conselhos locais estudantís para dar espaço para os discutir estudantes e propor soluções para os problemas enfrentados por uma determinada comunidade. Empowerment.

    Sempre que houver possibilidades os pais serão involucrados à participar de atividades curriculares e extra-curriculares, quer seja através de aulas práticas (por exemplo, eletricistas pais de alunos poderão dar aulas práticas sobre eletricidade para alunos da escola aonde seu filho estuda, por exemplo) quer seja através de oficinas (como, por exemplo, “ovos de Páscoa”, “brinquedos artesanais” e através dos quais os familiáres poderão ser treinados em outras atividades complementares de renda (ver mais no Capítulo Estrutura Social)), a Familia é acolhida no espaço escolar.

  • Intercâmbios inter-regionais entre alunos e professores serão estimulados: O novo Modelo de Ensino criará intercâmbio entre estudantes de regiões do Brasil, trataremos a educação e o multiculturalismo de forma adequada, promovendo aos estudantes a compreensão prática do que são as diferenças socioeconômicas nesse país, e inclusive abrindo um debate dentro da escola (como, por exemplo, “o que os modelos socioeconômicos considerados “de esquerda” e “de direita” proporiam como soluções para os problemas locais, o que existe de interessante e viavel em cada proposta, e o que podería ser executado de forma prática). Ainda promoveremos a comunicação entre as empresas públicas e escolas (quantas vezes a sua escola fez uma excursão à empresa de saneamento público da sua cidade?) locais, aportando conhecimento, responsabilidade e senso cívico (fica mais difícil sujar uma calçada quando voce conhece o garí).
               Recursos virão através de varias parcerias organizadas pela Casa Civil do Governo, costurando acordos entre varios stakeholders interessados, que vão desde produtores de conteúdo até fundos de investimento internacionais interessados em, novamente, garantir que exista um pujante mercado futuro para os produtos das empresas nas quais investem para suas aposentadorias. O Estado se torna um indutor de negócios e promotor de empresas ao invés de um comprador de serviços (ver mais no Capítulo Papel do Estado)
  • O papel da escola se modificará. A Escola será um grande hub, um ponto de encontro onde alunos terão, por força da sua idade e inexperiência, a obrigação de frequentar de forma encerrada do mundo externo, durante toda sua vida infanto-juvenil, para que tenham um ambiente adequado ao seu desenvolvimento psicológico e multicultural e que pais de alunos também passem à frequentar. Bibliotecas de papel serão substituidas por acesso ao mundo digital, todas as escolas públicas estarão interconectadas pela tecnologia mais adequada e barata. Alunos de qualquer lugar do país terão acesso à aulas virtuais gravadas com os melhores professores de cada matéria. Concurso nacionais de professores. Bolsa, remuneração variável. Pais de alunos serão estimulados a participar de atividades parentais dentro do espaço, que pode ser de um café da manhã no domingo entre pais e filhos à atividades remuneradas, uma vez mais priorizando a aproximação da escola com a comunidade (por exemplo, pais ganham R$ por dia para virem pintar a escola dos seus filhos). A escola será laica mas o estudo das religiões serão abordadas na grade curricular tal como qualquer outra matéria.
    • Serão criadas escolas especiais para lidar com alunos especiais, desde aqueles super dotados àqueles com comportamentos sociais potencialmente problemáticos para a comunidade. Alunos com reais e reincidentes problemas disciplinares poderão ser internados em escolas mistas (civis/militares) especiais, em regime de semi-internato e com isso serão retirados de ambientes abusivos, receberão cuidados, atenção, rewards, acompanhamento psicológico e de natureza disciplinar (respeito, trabalho em conjunto, ambiente seguro, estabilidade emocional). Evitaremos deixar mais um perdido para o futuro incerto.
    • Escolas militares serão criadas, uma em cada capital, necessitamos de um corpo militar apto e talentoso para proteger nosso país de ameaças externas E ser um backup de rapido desdobramento em casos de catástrofes (preparar o Brasil para a Natureza no Século XXI). Além de serem os únicos autorizados a portar e usar de armas automaticas e mais poderosas, Militares serão bombeiros, engenheiros, medicos, especialistas em ações em vários ambientes e em varias situações de calamidade pública, nos preparando para enfrentar os desafios do século XXI.
               Recursos virão das empresas de telecomunicações e os think-tanks como a Alphabet e outras interssadas em novos modelos sustentáveis de educação), seremos um laboratorio da educação. Stakeholders como Singularity University, IED, arquitetura, repensarão as escolas, esse espaço será recriado e adaptado à cada particularidade do país, levaremos com isso novas técnicas de construção e relação com o entorno. Recursos para escolas militares virá do orçamento do setor militar.
  • O papel do professor se modificará, a segunda metade da equação terá treinamento, remuneração, respeito e responsabilidades de acordo com suas possibilidades.  Haverá Congressos de Pedagogos e Professores e haverão concursos com prêmios em dinheiro para os melhores trabalhos apresentados. Haverá estímulo à excelência, mas todos os professores receberão remuneração justa e acréscimos e bonificações de acordo com os seus resultados. Haverão várias oportunidades de desenvolvimento através de vários planos de carreira, não apenas um tipo de carreira no professorado. Haverão centros regionais de treinamento e capacitação de professores e comunicação contínua entre as universidades e centros de pesquisa pedagógicos com profissionais ligados à Educação na ponta final.
               Recursos: Fonte primária do patrocinio dos patronos das escolas (Dividendos B3), fontes específicas de recursos para projetos, concursos e congressos virão através dos investidores recebedores de dividendos e de empresas e entidades interessadas no desenvolvimento dos seus próprios mercados (ex Amazon e Congresso de Literatura para estudantes do 9o período. Prêmio de x mil Reais e um estágio na Amazon com bolsa integral). (Ver video do Lewis Black)
  • O sistema de ensino será avaliado quinqueanualmente, em restrospectiva sobre o que foi alcançado e o resultado prático medido não apenas pela integração dos jovens no mercado de trabalho, como também através da avaliação da sua satisfação pessoal, o que é um proxy de saúde mental. Corpo docente e técnico também se submeterá a avaliações práticas e medições padronizadas para que possam progredir nas suas atividades. Um processo de melhoria contínua para todos os professores será implementado. Métricas indiretas (ENEM, PISA, etc) servirão de métricas mas desenvolveremos as nossas próprias, mais complexas e melhor adaptadas ao modelo proposto.

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